Se conselho fosse bom, a gente vendia

Mas não é verdade?

No mundo de hoje, a gente está no lucro se não está pagando por alguma coisa. Tem uma moda por aí de oferecer conteúdo gratuito se você deixar algumas letrinhas nos blogs que você visita, e eu mesmo andei visitando dezenas nos últimos meses. Imagine, você baixa um PDF maravilhoso sobre algo que você quer, mas nem sabia que estava procurando e tudo pelo custo de… seu e-mail!

Não demora e sua caixa postal está entupida de gente prometendo mundos e fundos para o seu negócio. “Vire um empreendedor”, “escreva um best-seller em dez passos”. Hoje fiquei maluca com aquele monte de email e fiz uma limpa na caixa postal: sobrou apenas aqueles blogs que considero genuínos, porque sim, embora estejamos céticos a respeito do mundo, tem gente que oferece tesouros por aí .

Alguns bons conselhos chegam de gente que na verdade pagou para aprende-los, e agora compartilha conosco. Esse email chegou há pouco do writerunboxed (excelente site, a propósito), e foi escrito por um participante do curso StoryMasters, oferecido pelo Don Maas, Chris Vogler e James Scott Bell.

Desse (eu imagino) super seminário de 4 dias, ele tirou essas seis técnicas que achei até bem originais, dado o tanto de técnicas que leio todos os dias.  Traduzi o post (link para o site abaixo) e deixo aqui essas seis perolazinhas para vocês ❤

6 técnicas de escrita que aprendi no curso Storymasters 

StoryMasters é um seminário intensivo de 4 dias sobre o ofício da escrita, co-ministrado por Chris Vogler, James Scott Bell e Don Maass, todos professores bem respeitados na comunidade de escrita ficcional. Usando técnicas complementares de ensino e de construção de histórias, os três “mestres” compartilharam um dia inteiro conosco. Aqui está uma amostra do que eu aprendi.

1. Toda cena é uma transação.

Ao invés de  pensar em cenas como conflito, Chris Vogler sugere que a abordemos como um acordo. O personagem A quer algo do personagem B – como ela vai conseguir? Engano? Suborno? Suplicando? Então, como qualquer bom vendedor, assim que você chegar ao “sim”, termine a reunião! Não deixe a cena se arrastar.

Dica bônus: corte as últimas 2-3 linhas da sua cena para ver se você também pode acabar com uma sensação de “e aí, o que acontece depois?”

toda cena e uma transação david maas

2. “Uma história é uma conspiração para ensinar uma lição.”

Eu gostei tanto dessa citação de Vogler que ela agora ocupa um lugar na minha parede. As audiências vêm pela emoção (a história externa), mas permanecem para a lição moral (a jornada interior). Dê as pessoas o que elas querem.

{Momento propaganda: estou preparando algo super legal sobre a Jornada Interior! Fiquem ligados aqui no bat-canal}

3. O momento do espelho.

Algumas semanas atrás, enquanto eu estava revisando minha própria novela, eu tinha um personagem que simplesmente não cooperava. Um escritor amigo meu leu o manuscrito e assinalou que meu personagem não tinha um “ponto de virada”. Era verdade. Eu resolvi as coisas no final, mas perdi completamente a cena onde ela se depara com a verdade e toma a decisão de mudar. Em seu livro, Write Your Novel From the Middle, James Scott Bell faz o argumento de que o “momento do espelho é o lugar onde começar com seu personagem. Até você decidir como seu personagem vai mudar, você realmente não tem uma história para contar.

4. Afague o cachorro (“pet the dog”)

Este é outro eufemismo do Sr. Bell para representar o ponto no meio da história, onde você lembra ao leitor porque eles devem se preocupar com seu protagonista defeituoso. Quando Dirty Harry salva o filhote perdido em uma batalha armada, ou quando Katniss se junta com Rue em The Hunger Games, estes são momentos de “pet the dog”, onde os protagonistas colocam-se em risco para ajudar um personagem mais fraco. Esta vulnerabilidade constrói uma ponte emocional com o seu leitor.

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5. Micro-tensão.

Um verdadeiro abridor de olho para mim foi a sessão de Don Maass sobre “microtensão”. Ele tomou seleções aleatórias de diálogo, exposição e ação de participantes da oficina e demonstrou como poderíamos infundir um elemento de ansiedade ou incerteza na história que só pode ser resolvido lendo a próxima linha. Você quer que seus leitores continuem girando páginas? Introduza a microtensão em cada frase.

[Como há muito o que falar sobre micro-tensão, que tal um post só sobre isso? EM BREVE}

6. Use as emoções secundárias para o impacto máximo.

Um corolário da micro-tensão de Maass é o uso de sentimentos secundários (conflitantes) para amplificar o impacto emocional no leitor. Considere esta linha:

“Eu recuei horrorizado com o corpo sangrando no centro do chão”

com este:

“Adorei vê-lo deitado sangrando no chão – e eu me odiava por isso.”

Por que o segundo nos causa mais interesse? Porque o personagem está experimentando duas emoções conflitantes – alegria e horror – ao mesmo tempo e queremos saber por quê. 

Estas seis gemas foram apenas a ponta do iceberg. Quando terminaram os quatro dias, minha cabeça estava cheia de idéias sobre como implementar todas essas maravilhosas técnicas no meu livro. No caso de você se perguntar, minha emoção secundária foi um medo paralisante de que talvez eu não estivesse preparado para o desafio da escrita.

Mas ninguém aprende a nadar sem se molhar.”

E então, o que acharam? Deixem sua opinião!! Beijinhos e até breve

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Fonte: http://writerunboxed.com/2015/05/24/6-writing-techniques-i-learned-at-storymasters/

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