Se você ainda não leu Grande Magia, está perdendo um livrão

Sabe quando você tá andando em direção a algo mas não sabe bem em direção a quê?
E não, à lá gato de Alice nos Pais das Maravilhas, tanto faz pra onde você vai, está errado. O caminho é esse mesmo, ele só é incerto e não dá para ver direito o que me aguarda no final.
Então, é assim que me sinto desde que decidi escrever.
Essa parece ser a trilha do artista, seja lá que tipo de artista ele for: nublada, cheia de buracos, bonita. Sei que ela é incerta, e isso me apavora. Sei que caminhar por ela é andar na contramão do fluxo do dinheiro, e que se isso não é problema para você no momento, acredite: vai ser. Você sabe disso também, mas ainda assim persiste. Os desvios são inúmeros, mas você balança a cabeça que não para cada um deles. Você sabe que gosta de escrever, que tem mais ânimo pra coisa que a maioria, que não tem essa de “não importa quanto tempo leve” – leve tempo para que? Para fazer a única coisa que te completa? “Já estou fazendo”, você pensa. Aliás, resultados não influenciaram na decisão de tomar essa estrada, e se não influenciou antes, não vai influenciar agora. Você escreve por que se não escrever, endoida.
Mas isso melhora a visão no horizonte? Não.
Foi assim, tentando enxergar entre as nuvens do horizonte que encontrei Grande Magia, da Elizabeth Gilbert.
Comprei pelo título e pela capa, por que ando lançando dados com o universo: se acho que algo tem uma mensagem para mim, o dado está lançado. Não fazia ideia do que se tratava o livro, mas conhecia algo da obra da autora e fiquei intrigada com o nome. Só isso: Magia. (Sempre gostei do borogodó).
Então, eis que o livro chega, e descubro que ele fala sobre o quê? Sobre o quê? Processo criativo! Sobre nossa busca incessante por sentido dentro da área. Sobre ser escritor, e todos os medos que nos afligem. Uau. As nuvens se dissiparam no horizonte e eu vi a estrada. Clara, nítida, uma imagem perfeita. (onde ela leva continua uma incógnita pouco relevante)
Era isso que eu pedia: validação! Conforto de outra voz, mesmo que mega reconhecida na área.
Não sou uma artista melancólica, revoltada, incompreendida: sou o contrário! Animada, mãe de duas crianças, casada com um cara super legal, e louca pra escrever (qualquer coisa! Sou a rainha dos recados mal-educados para gente que estaciona em cima da faixa) Eu não me sentia tendo um perfil de artista, sabe? Não sou transtornada, não afogo minhas mágoas na bebida (bem, às vezes afogo) nem revoltada com nada, talvez só com os problemas sociais e políticos medievais do Brasil. E ainda assim, eu me sentia pouco validada como escritora. (E validaçãoo , aqui, é algo pessoal. Quem pode se chamar de escritora se não publica nada, não tem livros em livrarias ou dinheiro no fim do dia para trazer para casa?)
Ainda assim, tudo que eu sabia é que queria escrever. Pelos próximos 50 anos, de puder. E então eu me deparo com esse livro fenomenal, que assenta alguns anseios, clareia a poeira da estrada e afirma, em tom amigo, que a escrita deve ser vista como uma prática devocional, um ato de amor e um compromisso vitalício com a busca da graça e da transcendência.
Está aí firmado o meu amor pela obra, e o desejo mais sincero de espalhar esse otimismo pela escrita por aí.
Então, pra quem se sente um escritor otimista, apaixonado pela escrita, “fora da curva” em todo sentido da palavra, querendo aprender como eu a viver criativamente, leia o livro e participe dos próximos posts! Vamos conversar!

Tô logo ali no Facebook, @karinaheidr
Curta a página e vem se animar pela escrita comigo!

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