Estruture sua história! O Terceiro Ato (Parte final)

Chegamos ao fim do terceiro ato…!

A resolução sempre é um momento agridoce, segundo K.M Weiland, de onde tiramos 90% das dicas da série sobre estruturas. Você chegou ao fim da história, acabou. Subiu a montanha, e agora está prestes a fincar sua bandeira no topo. Mas assim como esse é o final da história (o que significa que vai poder descansar a mão, desentortar as costas e gritar para o mundo que acabou o livro! )também é o final de toda a diversão enquanto escrevia. A resolução é a despedida dos seus personagens, e a chance dos leitores se despedirem também.

O conflito da história terminou no clímax. Se você é do tipo curto e grosso, pode se sentir tentado a acabar o livro ali mesmo. Por que delongar algo que foi resolvido?  A bomba foi desativada, Nova Iorque está salva, as crianças respiram aliviadas. Só que terminar ali é perder a chance de guiar seus leitores de volta ao mundo real. Ele está perdido nas emoções que o clímax deixou, coitado, por que você o deixaria nesse estado de desespero?

A resolução precisa (ou pode, e vai) acontecer justamente para que o stress causado pelo clímax ache cantos e quinas e perca um pouco de sua força e vigor. O leitor quase chorou, quis jogar seu livro na parede, virou as páginas assoando o nariz. Será que não era bom deixar aquela cena maravilhosa no ar, com a possibilidade em aberto na cabeça do leitor sobre o que o futuro reserva?

Não!

(Na verdade, vai depender MUITO do roteiro. E se você tem uma sequência na manga, claro.)

Imagine se George Lucas tivesse terminado O Retorno de Jedi com a estrela da morte explodindo? Se Suzanne Collins tivesse terminado o livro com Katniss matando Coin? Ou Stephanie Meyer finalizando as páginas de Crepúsculo com James morto no chão do salão de danças?

Nada de dancinha na terra dos Ewoks, nada de Leia , Luke e Han Solo se abraçando sob os olhares complacentes de Anakin, Ben e Yoda… Ou nada de Peeta e Katniss no futuro, pensando nos jogos que ficaram no passado? E Bella e Edward jurando amor eterno?

Deixe-me contar um segredinho técnico: Nosso cérebro é programado para fechar círculos.

Leitores querem fechar uma situação, encerrar ciclos, fechar Gestalts, como dizemos no ramo. Querem ver o herói se reerguer, bater as calças e seguir em frente com sua vida. Querem ver como o personagem principal mudou depois que passou por tanta coisa ou simplesmente um preview da vida pós-conflito. Querem, principalmente, que o fim traga aquela nota emocional que esperamos nas despedidas, e que o TEMA do seu livro (Justiça? Compaixão? Perdão, vingança, o amor cura tudo, o bem sempre vence?) esteja lá, lembrando sutilmente ao leitor do que, lá no fundo, se tratou a obra.

E se nada disso convencer você de que seu livro merece uma resolução, lembre-se de que leitores gostam de extras:)

Mas quanto de nossas páginas devemos reservar para a resolução?

O consenso no meio é de mais ou menos  5%. Pouquinho, mesmo. Só para sabermos o que aconteceu, e algumas pontas soltas serem amarradas de novo. Minhas resoluções giram em torno de 5 páginas, ou seis.

Bem, e se você chegou até aqui e deu um final sensacional ao seu livro, MEUS PARABÉNS!

Quem escreve um livro sabe da tarefa árdua que é montar ideias soltas em um todo coeso e fascinante. Desejo a você todo o sucesso do mundo, de coração| E se quiserem deixar ali nos comentários a resolução mais memorável da literatura, na sua opinião, somos todos ouvidos!

Antes de me despedir, um conselho que li certa vez (Dita por um roteirista na Screenwriting EXPO 2006) :

UM FINAL RUIM É POSITIVO & PREVISÍVEL

UM FINAL BOM É POSITIVO & SURPREENDENTE

UM FINAL MARAVILHOSO É POSITIVO, SURPREENDENTE & CHEIO DE SIGNIFICADO*

*As emoções são sobrecarregadas de significados, e significado= emoção.

Espero que as dicas tenham sido úteis! Clique aqui se deseja revisar as outras partes!

Parte 1 (gancho e ambientação), Parte dois (evento incitante e evento chave) , Parte 3 (primneira parte do segundo ato) , Parte 4 (o ponto central) , Parte 5 (segunda parte do segundo ato)  e Parte 6 (clímax). 

ATÉ A PRÓXIMA!

Fonte: https://screenwritingfromiowa.wordpress.com/2012/11/26/insanely-great-endings/ e, claro, www.helpingwritersbecomeauthors.com

 

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